Roubaram a carteira, roubaram as noites.
Me roubaram a sensação de ter de ser.
Todas as tardes se foram
deixaram um gosto amargo
eu fiz de cerveja, de cachaça.
Meu bem me veio e roubou a certeza.
Mas, deixa o meu resto
Sempre tão meu e incerto.
Deixou a insônia de lembranças
fumaças dos gestos, cinzas de desejos.
Me deixa na minha.
Segue na sua, sempre tão sóbria.
Deixa a bebida pra mim.
Me deixa fingir que sou feliz.
Me deixa fingir.
Não me roube mais de mim.
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