domingo, 24 de outubro de 2010
Nostalgia...
Eu não entendo, você entende?
Toda essa confusão, essa troca de informação
alguém, por favor, me diz o centro do furacão.
Essa vontade louca que me arremata
emoção absurdamente chata.
Não sei pra quê tanta confusão na minha cabeça.
Agora eu quero e depois nem quero mais
me explique antes que eu enlouqueça.
Essa vontade quase imediata.
Não consigo entender tanta controvérsia.
Eu devo ser uma louca inata.
Gostaria de começar a encaixar essas peças
todas elas que se modelam pra soltar em seguida
eu tento enxergar o óbvio e ignoro as regras
em algum momento esqueci todos meus principios de vida.
Desculpe se te ofendi, desculpa se me esqueci
mas há coisas mais importantes do que desejos
há lembranças e você sabe.
Vou apagar algumas de uma vez por todas
antes que o que restou de nós se acabe.
domingo, 17 de outubro de 2010
Confusão, dor, baixa-estima.
Senti isso ao máximo em apenas um dia.
Foi uma onda tão intensa que não sai desse mar por um tempo.
Tudo era indecisão e fraqueza.
Não conseguia me concentrar muito menos encontrar.
Nesse dia, briguei com o mundo.
Até mesmo o vento que me alegra foi culpado.
Não por ser mas, naquele momento me incomodou.
Queria sair do meu corpo, queria gritar
foi meu momento sozinha, queria me isolar em uma ilha
passado momento de tormento fui refletir
minhas atitudes, minhas palavras
todas que gritei e o quanto chorei
meu corpo cansado tinha um apelo
descanso e um pouco de sossego.
Depois de tanto por tão pouco tempo
percebi que me faltava algo
uma certa brisa fresca para me fazer sorrir
subi ao mais alto e pude sentir ela ali.
Não sei por quanto vai estar até sumir
mas, deixa eu aproveitar a brisa até quando ela partir.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Faz um tempo, uma dor bem aqui dentro
ela gostava de estar comigo. Mas já faz um tempo que entrou um vento em minha vida Mudou tudo, Modificou o que talvez nem sabia. Chegou sem avisar só veio entrando e derrubando tudo Levou a casinha que eu havia construído com dificuldade Uma casinha que abrigaria minha dor. Moraria lá, eu e ela, mas esse vento faceiro resolveu aparecer
Ele quebrou e levou tudo sem dó mas, os destroços ele resolveu ir devagar Veio uma brisa calma pra terminar Fiquei vendo tudo, esperando acabar. Não tinha mais o que fazer e nem o que salvar. Decidi deixar, calar, sentir só o vento ali naquele momento Senti em cada parte do meu ser o sopro que me reanimava e a dor sem casa para morar me perguntou "e agora onde vou ficar?" Respondi franca: "Não será mais problema meu, deixa eu aproveitar o vento. Encontre em outro uma casa e uma companhia. Agora comigo não vais mais ficar." E ela foi embora para qualquer lugar. Sorri e deixei o vento me acariciar e a brisa me trazer coisas novas Um aroma doce, mais doces que minhas adoradas rosas. Era inexplicável e novo tudo o que a brisa me trazia Inconstância do vento me dava uma enorme alegria Sorri deixando ele fazer o que quiser. Sou do vento o que ele quer. Não mais brigo e nem obrigo. Só aproveitarei cada tarde que vier. Desde que ele destruiu minha casa. Desde que eu fiz dele minha morada.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Tempo, por favor
Eu preciso de um tempo.
Um tempo de tudo.
Um tempo do mundo
e pouco de mais tempo pro meu Quero deixar bem claro uma certa confusão ela aparece de tempos em tempos e deixa rastros Rastros malditos de solidão, emoção e certa aflição. Não consigo me explicar nem com gestos, nem com palavras
Não consigo expressar em absolutamente nada.
Sinto uma mão apertando minhas entranhas. Esmagando cada espaço.
Sinto meu corpo ardendo em cada pedaço.
Sinto falta de ar, de frio, de calor mas sinto uma forte e louca dor. É divertido e sádico é louco e inexplicável Quero gritar mas, minha voz sumiu Quero fugir mas, não encontro força Vejo o tempo, meu tempo ruiu. Nada sobrou dessa falsa alegria Só não consigo me livrar de uma leve lembrança aquela doce nostalgia
domingo, 10 de outubro de 2010
Você me diz que é um monstro.
Que não presta e não merece.
Eu conheci monstros, de todas as espécies.
Alguns discretos outros nem tanto
mas no fundo todos eram iguais
não se importavam em machucar seja quem fosse. Eu cresci em meio de monstros, sei reconhece-los a distância Sem escrúpulos, sem piedade ou princípios Eu conheço tão bem um que até poderia se-lo Você me diz que não merece perdão, apesar de pedi-lo Eu sei a sua razão para errar
e sei a minha para lhe perdoar. Você não é um monstro. Você não passa de uma brisa,delicada que toca meu rosto pela manhã e quem seria eu, para não perdoar a brisa que me faz sorrir ao acordar?
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Em uma janela de uma casa qualquer uma menina observava as estrelas
porém, tinha uma que brilhava mais. Toda noite a menina se pegava olhando para a mesma estrela. Ela a encantava, quando foi perceber estava apaixonada por aquela estrela. Contava as horas para a noite chegar e ela poder ver a estrela, aquela que mais brilhava. Haviam noites em que as nuvens a cobriam mas, a menina sempre esperava para vê-la. Era frustrante ver uma estrela tão bela e não poder toca-la. Até que uma semana começou a chover e não parava. a menina passou noites esperando sua estrela que não aparecia.
A noites foram ficando sem graça. A ausência da estrela perturbava a menina que já não brincava direito. Até que um dia uma amiga a chamou para brincar, ela estranhou pois nunca foi de brincar na chuva. Queria evitar resfriados mas, a amiga de tanto insistir a convenceu e ambas foram brincar. Dias e mais dias com o céu nublado e sem ver a sua tão amada estrela. Amar uma estrela era burrice e ela bem sabia e por isso era seu segrego mais intimo. Em mais um dia nublado ela saiu para encontrar essa amiga. Só que ela não estava lá, resolveu voltar. Começou a chover cada vez mais forte e a menina ia correndo até que tropeçou em uma pedra, não uma pedra comum. Era muito grande e a tinha feito se machucar muito. o sangue que escorria pelas joelhos, não parava e ela já estava nervosa. Então passou uma moça. Bonita,charmosa,elegante. Abaixou e disse
"Preste atenção nos caminhos" e a menina respondeu "eu sei, se não eu acabo tropeçando" a moça riu e disse "Nem toda queda vem para o mal" e então pegou uma pedrinha,reluzente,muito linda.
"Essa,caiu daí. Não tem valor nenhum. Só é bonita"e a entregou "Mas o que faço?" ela só a olhou e disse nco"Se não tem valor e quem encontrou foi você,cabe você dá o valor para ela." Desde então sem motivo aparente a menina guardou a pedra e não chorou quando o céu ficava nublado, aprendeu que em cada momento devemos sorrir. Ganhamos sempre coisas sem valor pois, o valor somos nós quem damos
domingo, 3 de outubro de 2010
Tente explicar
O céu e o mar tem um certo encanto sobre mim,algo que me fascina
me perco por horas pensando,imaginando.
Há algo em seus olhos que tem o mesmo efeito
não sei se é a profundidade ou momento.
Penso,sinto teu cheiro. Não importa o quanto chove lá fora ou quanto o céu esteja fechado. Há uma imagem que não saí daqui de dentro. Há algo de novo e assustador que vem me arrebatando me enlaçando e preenchendo de sentimentos conhecidos de uma forma que desconheço. Não sei mais o que doí, se é o novo ou o velho. A lembranças doces sabor creme e mais afrodisíacas que vinho,ainda estão aqui. Gostaria de esquecer do mundo mais uma vez com o efeito que teu olhar tem. aguardo ansiosamente pelo amanhã incerto,por cada gesto aguardo pelo momento que fez meu mundo parar e tudo sumir,aquele que não consegui desviar o olhar,que não consegui parar de sorrir. Agora olhando o céu esperando pelo momento de te ter aqui
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