domingo, 28 de novembro de 2010
Roubaram a carteira, roubaram as noites.
Me roubaram a sensação de ter de ser.
Todas as tardes se foram
deixaram um gosto amargo
eu fiz de cerveja, de cachaça.
Meu bem me veio e roubou a certeza.
Mas, deixa o meu resto
Sempre tão meu e incerto.
Deixou a insônia de lembranças
fumaças dos gestos, cinzas de desejos.
Me deixa na minha.
Segue na sua, sempre tão sóbria.
Deixa a bebida pra mim.
Me deixa fingir que sou feliz.
Me deixa fingir.
Não me roube mais de mim.
Das cinzas
A conversa sem fim, palavras que não vem
tudo tão intercalado, tão errado
passos do vento vão e vem.
Queime cinzas, queime lembranças
queime-me
as frases do teu tom que vem
vai na esperança que tem
arrume tudo antes de sair e por favor feche a porta.
Queime a cinzas, queime as lembranças
queime-me.
sábado, 20 de novembro de 2010
Tão ilógica
Eu vou andando pelas ruas
vejo luzes, vejo pessoas.
É tão estranho dentre pessoas
é tão estranho eu e você.
Essa verdade ilógica que criei.
Vejo horas passando.
Vejo sonhos morrendo.
Tão estranho as pessoas assim
estranho de mais pra mim.
Eu e você
sem um começo definido
e então sem fim.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Vamos fazer poesia?
Olhares, toques, aproximação
Minha respiração se perde junto com a sua
Aqui eu jogo pra perder.
Meus dedos entrelaçados em seus fios, bagunço mais.
Sinto seus dedos. Cada toque me aquece, enlouquece, deixa em brasa
Vamos fazer poesia? De todas as formas, essa é a mais linda.
Me perco com seus toques, sinto seus gemidos contra minha pele
Beijos, palavras, silêncio, olhares, sorrisos.
Perdendo o controle em meio de suas pernas,
me puxa mais uma vez pra que eu me esqueça
esqueça de qualquer razão ou qualquer pessoa
Me marca em nada com tua presença, me amolece, me envenena
Uma pausa, pausa em tudo, pausa no mundo e então só eu e você.
Um sorriso, momento sem explicação
Taí a poesia mais linda que já pude ler.
domingo, 7 de novembro de 2010
Outra história com um outro rosto
Um outro beijo com o mesmo gosto
Era cedo e não podia dar certo
Lá vem um outro dia frio e encoberto
Agora veja o meu estado
Olhando o futuro e prevendo o passado
Como alguém que não sabe o que quer
Mentindo pra todos enquanto puder
Gritar
Se foi um erro
Eu quero errar
Sempre assim
Gritar
Se teve começo
Que tenha fim
O tempo virou e me deu as costas
Outra pergunta com a mesma resposta
Os dias são sempre iguais
O mesmo filme em todos canais
Eu quero voar mas tenho medo de altura
O céu azul me dá tontura
Eu caio mas não chego ao chão
Estou certo mas perdi a razão
Gritar
Se foi um erro
Eu quero errar
Sempre assim
Gritar
Se teve começo
Que tenha fim
Vivendo e aprendendo a perder
Vivendo e aprendendo a esquecer
Vivendo e aprendendo a perder
Vivendo e aprendendo a esquecer
Gritar
Se foi um erro
Eu quero errar
Sempre assim
Gritar
Se teve começo
Que tenha fim
[Capital Inicial- Vivendo e aprendendo]
Essa música é tão minha agora.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Delírio do mar
Pra começar me cansei de segurar
quis olhar, analisar. Perdi então.
Estava eu ali de frente ao céu, ao nosso céu
estava eu ali em frente ao mar, meu mar
e estava você ali em frente a mim, ninguém mais.
Mergulhei, afundei, me afoguei.
Uma voz calma e suave, tão bela
fui salvo por uma sereia
em delirios me entreguei.
E estava eu ali de frente pra ela
estava ela ali de frente pra mim
uma alegria plena e sem fim.
Sorri sem jeito, mordi e arranhei teu corpo inteiro
Só ali, bem ali.
É uma música ou o começo dela, dizem que escrevo bem quando to bêbada mas, eu não acho.
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